Nos últimos tempos, várias preocupações têm tomado nossas mentes e nossos corações, mas nenhuma delas é maior que a pandemia - seus os efeitos e o que fazer para resolver o problema sanitário e político que estamos vivendo. É hora do trabalhador de TI expandir seus horizontes para além do corporativismo.

Em março de 2020 a Covid-19 chegou da Itália para o Brasil e começou a fazer os estragos bastante conhecidos. Fizemos distanciamento social, nos informamos sobre a doença e lutamos contra toda a campanha de desinformação promovida pelo Governo Federal. A extrema direita brasileira desde o início negou a gravidade do vírus, o governo trocou ministros da saúde, comprou e distribuiu Hidroxicloroquina e outros remédios que não funcionam. A luta de prefeitos, governadores e cidadãos conscientizados conseguiram baixar as infecções e número de mortes, saímos de um platô infernal de mais de 1000 mortes dia, aprendemos a conviver com a Covid e veio o final de ano.

As perspectivas para 2021 eram boas por causa da existência das vacinas até que o Corona Vírus evoluiu no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil. Em Manaus, rapidamente o sistema de saúde entrou em colapso e faltaram até oxigênio para pacientes! A nova variante, chamada P.1, conseguiu se espalhar por todo o Brasil colapsando o SUS e a rede privada, impondo fechamentos nas cidades e matando pessoas aos milhares diariamente. A P.1, segundo estudo preliminares, é 10 vezes mais contagiosa e 80% mais letal que a cepa original. Um monstro!

O discurso dos terraplanistas do governo começa a perder força, o povo começa a entender que os remédios do famigerado “Kit Covid” eram um engodo e a palavra “genocida” ganha força e sentido com o discurso de Bolsonaro e demais asseclas quando dizem que são contra as políticas de contenção da transmissão da Covid-19. Na prática, isso significa: “pegue Covid quem pegar, morra quem morrer” (tsc). As pesquisas de avaliação do governo indicam isso claramente.

A burguesia brasileira vendo que o impacto do discurso e demais ações do governo assassino levarão a uma hecatombe econômica, sanitária e social, decide se mobilizar e pressionar o governo, como vemos no documento intitulado “Carta aberta à sociedade referente a medidas de combate à pandemia”, o qual faz duras críticas ao governo e dá apontamentos para sair da crise. Essa mobilização fez Bolsonaro trocar de ministro da saúde e fazer um discurso oficial anunciando a compra de vacinas.

Em paralelo, parte da burguesia e setores industriais se concentram em uma figura política de contenção de uma possível convulsão social. O Superior Tribunal Federal decide que o ex-juiz Sérgio Moro é parcial, o que libera Lula como elemento catalisador dos anseios empresariais e candidato de fato que pode derrotar Bolsonaro em 2022.

Em abril de 2021 (quando esse texto está sendo escrito), a média móvel de mortos está na casa das 3000 mortes diárias. As expectativas mais conservadoras indicam que teremos 500 mil mortos até junho. Diante de um quadro tão desesperador, perguntamos: é possível esperar até 2022 e convivermos pacificamente com 100 mil mortos por mês, fora o risco de aparecerem cepas do Corona Vírus resistentes às vacinas? Talvez alguns trabalhadores de TI possam estar se perguntando: mas esses assuntos não são referentes à nossa categoria diretamente. Sim, porém se pensarmos e atuarmos unicamente no sentido corporativista, perderemos um importante momento de construirmos lutas unificadas com várias categorias e demais camadas dos movimentos sociais que atuem naquilo que é essencial em relação aos anseios da população: sair desse inferno e acabar com a pandemia!

Sim! À Bolsonaro e aos demais negacionistas, não caberão leis de anistia ou perdão pelos crimes que cometem diariamente, o que levam às lágrimas milhares brasileiros que perderam seus entes queridos. Queremos que sejam punidos pelo genocídio que vêm praticando contra o Brasil e contra o mundo. A solução para isso não pode ser burguesa e nem podemos esperar pelas próximas eleições presidenciais -  cada vida conta! Logo, você trabalhador de TI ou de qualquer categoria profissional, junte-se à Unidade Classista e vamos transformar o luto em luta!

Em consonância com a análise feita, deixamos para apreciação a nota política nacional da Unidade Classista