Após um longo e desgastante processo de negociação, marcado por fatos vergonhosos como o completo abandono por parte dos patrões durante o período eleitoral e as sucessivas tentativas de alterar na surdina os textos apresentados, o Sindados chegou a um acordo com os representantes das empresas e assinou a Convenção Coletiva de Trabalho relativa ao período 2020-2021, reajustando os salários, pisos e auxílios – como vale-refeição, auxílio-creche e auxílio-dependente – de acordo com a inflação oficial do período. O pagamento de PLR, que as empresas queriam retirar, foi mantido após muita briga. Foi incluída a possibilidade de conversão do vale-transporte em vale-gasolina, prática já em vigor em algumas empresas mas que outras não permitiam. Além disso o capítulo IV, relativo ao banco de horas e que constituía o último ponto de discordância, foi levemente modificada em relação à CCT anterior.

Apesar dos índices corresponderem à inflação oficial calculada pelo INPC no período, sabemos que o peso no bolso da nossa categoria foi muito maior do que isso. Os alugueis estão sofrendo reajustes de quase 25% neste fim de ano, e o preço de alimentos básicos disparou durante a pandemia como reflexo de uma política nacional de destruição da nossa soberania alimentar. Para repor estas perdas, a campanha salarial de 2021 deve começar imediatamente.

O momento agora é de fortalecer o nosso instrumento de luta que é o sindicato. Participe do nosso Comitê de Base e organize seus colegas de trabalho. A luta não pode parar!